O que pode alquimizar, quando Marte o Deus da Guerra e Quiron o Curador Ferido, se aproximam no Céu? Que energia experimentamos na Terra?
Quem de nós não possui cicatrizes e feridas abertas que independem do tempo em sua intensidade?
Falar de Marte é falar de ação, iniciativa, impulsividade, ira, direção, desejo, sangue nos olhos!
Quiron é a ferida que ensina. Juntos, a cura é ativada.
Esse aspecto costuma cutucar alguma coisa antiga que vive latejando, incomodando, que algumas vezes parece chegar bem próxima à tona.
Talvez reativando uma sensação de rejeição ou inadequação, através de conflitos que apontam com precisão aonde dói.
Poderá surgir a coragem suficiente de chegar perto de traumas antes evitados.
Como "cirurgias simbólicas". Cortes, rupturas, decisões inevitáveis. É momento de “não aguento mais fingir que isso não me afeta”.
No coletivo, podem aumentar discursos agressivos ligados a dores sociais, aumentarem polarizações, emocional cuspindo fogo, acidentes por impulsividade, movimentos de cura, terapias, denúncias, explosões.
O ouro escondido, é que Marte com Quíron também criam o arquétipo do “guerreiro curador”.
Aprender a usar a própria dor como ferramenta de consciência. Não é a ferida romantizada, é a cicatriz contando sua história.
Em termos psicológicos, temos a raiva reprimida, a vergonha ligada ao desejo, o medo de agir e errar, a sensação de “tenho que provar valor o tempo todo”.
E o mais curioso: esse trânsito frequentemente revela onde a pessoa luta não pela situação atual, mas por uma dor antiga que foi despertada.
Quando a conjunção acontece sobre planetas pessoais do Mapa Natal (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte e também o ponto do Ascendente), o efeito é bem mais visceral.
É um momento muito fértil cujas percepções podem ser precioso material para explorar com profundidade.
Se estiver em terapia, realizando trabalhos corporais, práticas respiratórias e meditativas, tudo o que pode elevar a tomada de consciência, poderá ser de grande valor na decisão de como lidar e eliminar padrões tóxicos, confrontando dores e insights.
Quíron não quer conforto, quer consciência. E Marte não pede licença, quando damos conta, já foi. Ele abre, ou melhor arromba a porta com a cabeça, com o ombro, com os pés, sem vestigio de cerimônia.
Este encontro, ativa a necessidade de sermos disponiveis a quem está em sofrimento, exercendo a própria habilidade de identificar e acolher feridas.
É aspecto vivido na carne. Marte está em casa, pois é regente de Áries.
Fogo, cicatriz, coragem, beleza com verdade. Marte está suguro e bem à vontade além de altamente inflamado.
Quíron, no mesmo signo, transforma essa força em bisturi emocional, reação visceral, necessidade imperiosa de autonomia, raiva transbordando, tolerância zero para desaforo e sua turma.
Sentir irritação, impaciência, ativar mecanismos de defesa, entrar em estado de confusão, ser "suspensa da propria existência", liberdade tolhida, somatizações!
Até perceber que o conflito precisa e deve ser resolvido desde o seu mundo interno até a arena do que é comum, ordinário e independente.
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