ZOOM CÓSMICO
Um eclipse solar total, aconteceu há poucos dias em 12 de agosto. E no dia 28 próximo teremos um eclipse lunar parcial profundo, quando por volta de 93% a 96% da Dama da Noite será coberta pela sombra mais escura da Terra.
Sempre em pares, na Nova ou na Cheia. O intervalo de tempo entre dois eclipses, geralmente de duas semanas, é reconhecido como um período muito potente pois existe aqui um mix de energias solares e lunares eclipsadas.
A energia que chega com os eclipses pode ser bastante caótica. Mas se tivermos clareza sobre o que o eixo de cada um deles pede, transformações poderão ocorrer nesta terra fértil.
Que podem surgir através de novos inícios, consciência do que queremos pontualmente, com intenção e desejos se manifestando a partir de tudo isso. Não é mais planejar, é agir. É saber que se não houver uma atitude muito objetiva, nada sairá do lugar.
O mais frequente é que exista motivo e inspiração para a travessia.
Tudo está efervescendo neste intervalo, inclusive flashes do que sabe perfeitamente que precisa ganhar outro rumo, fluir, liberar. A energia tem corpo e alma.
E mantermos por medo ou apego, coisas que nos dão familiaridade e portanto conforto, é uma possibilidade e um direito. Mas em nome do que não investir no enfrentamento do que sabemos ser preciso grau máximo, inadiável?
Por exemplo, eu me sinto vulneravel e ferida em determinadas situações, receio paralisante desde muito pequena. Sempre o mesmo tema. Até pouco tempo atrás, de tanto trabalhar esta assombração, pude olhá-la nos olhos, investir inteira nisso e me acalmar o que me parecia ser suficiente forte. Mas, como rapadura pode até ser doce mas não é mole de jeito algum, tenho tido sensações horríveis sobre o assunto, que me fazem pensar que a calma estruturada que construí usou areia da praia e ruiu. Mas, também sei que jamais é isso ou aquilo, não existem respostas prontas, existem caminhos a serem trilhados eternamente, que vão agregando desenvolvimento ao que é natural do viver.
Feito caldeirão de bruxa de desenho animado, que vai retirando com a escumadeira, o que chega até a superfície. A sensação é que seria prudente manter esta chama eternamente acesa e dando manutenção ao conteúdo do caldeirão.
O que é doloroso, vem disposto a ser curado, e a gente não precisa fingir que não viu.
É ajuste de rota, são processos ganhando ritmo.
O eclipse solar marca a semeadura de novos ciclos. O eclipse lunar, pode nos trazer picos de esclarecimentos e transparência sobre o que precisa ganhar novas paragens.
Nesse meio tempo tudo parece mais veloz e planos que pareciam consolidados podem mudar. Encontros e/ou reencontros significativos de “matar gente sã”, revelações acontecendo, intuição sinalizando para que a gente não esqueça da sua existência e força sutil.
Algo que se encerra e outro que começa praticamente ao mesmo tempo.
Enfim, nesse espaço/tempo, entre um ocultamento solar e outro lunar a vida soberana, reorganiza caminhos.
Que este percurso, te leve até onde precisa ir.








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