O período é longo, com idas e vindas. Retrogradações que vão e vem enquanto o aspecto se move vagarosamente como é o seu feitio.
Serão cinco trígonos no decorrer de quase três anos.
Seu ritmo segue o das grandes mudanças que simplesmente não tem
como ocorrer no ritmo do nosso desejo e necessidade.
O aspecto tem energia fluida.
Urano, o grande inovador do zodíaco, e Plutão o grande
transformador fazem contato.
Começa aqui o início de uma profunda reestruturação,
coletiva e individual.
É um aspecto mental, cabeça mesmo, afinal tanto
Gêmeos signo em que se encontra Urano quanto Aquário signo em que se encontra
Plutão pertencem ao Elemento Ar. Assim sendo, a mente, as conexões entre as
pessoas, as informações, a tecnologia fazem parte deste menu cósmico. A comunicação
recebe grande atenção aqui assim como a maneira com a qual apreendemos e
processamos as coisas. Pense numa aceleração máxima, até então não experimentada.
Enquanto isso Plutão lida com estruturas
sociais, coloca a prova seu poder de
regeneração no coletivo e isso engloba tudo, inclusive redes sociais.
Não se trata de uma energia belicosa e
barulhenta e sim de algo que se modifica naturalmente e potencialmente abre
caminhos que eram dados como perdidos.
A ideia é que o poder saia das mãos de meia dúzia
e que revoluções que apontam para a possibilidade de serem de fato eficazes
sejam postas na roda.
A forma como o conhecimento será transmitido, propostas
sustentáveis, mudanças nos modelos aplicados socialmente, atuação das IA. Tudo
isso está na mira.
Em termos pessoais a sacudida em nossas crenças
rígidas está a postos.
A ficha que até então esteve no ensaio, meio
que sem entender nada, esperando por um momento melhor para mergulhar na
situação, sai do rascunho e ganha certa naturalidade que te permite eliminar o
obsoleto porque acima de tudo, você ganha clareza.
Isso pode trazer área de circulação para a
criatividade. E ao dar os primeiros passos é bem capaz que perceba em si e no
entorno confiança suficiente para seguir ao invés de abraçar estruturas
coletivas e pessoais paralisantes.
Precisamos
de consciência para alcançarmos com os dois pés a transformação do mundo apoiado
no novo.
A inconsciência, que aparentemente pode
durante mais algum tempo, te permitir flanar
por aí num oceano de comodidades, alimentado por um medo que talvez você nem
perceba, é cilada das grandes. Massa de
manobra daquelas, manipulação que acabou por tornar o mundo como está.
Mônica Bergamo





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